Chineses expressam apoio a mudanças na ONU e ao ingresso de emergentes no Conselho de Segurança, atitude simpática ao pleito brasileiro.
A questão dos direitos humanos entrou na pauta do encontro bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Hu Jintao. Em encontro no final da tarde desta terça-feira (manhã de terça-feira no horário de Brasília) no Grande Palácio do Povo, em Pequim, Dilma e Hu Jintao conversaram sobre intenções de ambos os países em fortalecer matérias de direitos humanos e promover o intercâmbio de experiências e boas práticas, em especial sobre políticas de combate à pobreza.
Do lado brasileiro, o grupo será coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Do lado chinês, será o Gabinete de Políticas de Combate à Pobreza do Conselho de Estado que irá comandar a execução dos projetos. Os ministérios da Saúde dos dois países ficarão encarregados de reforçar a cooperação no setor e de examinar a conveniência de criar um mecanismo de cooperação sobre o tema.
No comunicado conjunto divulgado logo após o encontro, China e Brasil apóiam reforma abrangente da Organização das Nações Unidas (ONU) e priorizam a inclusão de países em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU. O apoio chinês, que já integra o organismo, não é explícito, mas é visto pela diplomacia brasileira como um movimento simpático do governo chinês. O Brasil pleiteia uma vaga junto a Japão, Alemanha e Índia, no grupo conhecido como G4. A China não admite o ingresso do Japão no conselho, daí a dificuldade em apoiar o Brasil.
O comunicado conjunto de Dilma e Hu Jintao ocorre no momento em que o governo chinês é acusado de manter preso, por motivações políticas, o artista plástico Ai Weiwei. Crítico do governo, o artista é suspeito de atos impróprios. Hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês se recusou a fornecer informações sobre Ai Weiwei.
O comunicado conjunto abrange 29 ítens. Foram assinados documentos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, inspeção e quarentena, esporte, educação, agricultura, energia, energia elétrica, telecomunicações e aeronáutica, entre outros.
A Embraer, por exemplo, formalizou a venda de 35 aeronaves ERJ 190 à China, num negócio de US$ 1,5 bilhão e prazos de entrega a partir de 2012. A companhia China Southern Airlines comprará 20 unidades – 10 já contratadas em janeiro e outras 10. A Hebei Airlines irá adquirir mais 15 aviões. Além da venda, a Embraer garantiu a continuidade da joint venture com a estatal chinesa AVIC em Harbin, cidade no nordeste do país, graças a fabricação dos modelos Legacy. A estimativa é que o mercado chinês irá demandar entre 500 e 600 jatos executivos nos próximos 10 anos.
Fonte: IG com a Agência Brasil.
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